Plantas & Árvores
Brotos ocupam espaço, flores anunciam possibilidades e árvores transformam tempo em presença. São a arquitetura viva que sustenta tudo ao redor.
Há uma memória em cada raiz, um pacto em cada asa e uma escolha por trás de toda vida convocada ao campo.
ABRIR A CRÔNICASelvaterra nasceu como uma possibilidade. O Núcleo não moldou um reino: ofereceu ciclos, encontros e memória para que a vida decidisse o que viria a ser.
Antes de existir trilha, rio ou nome, havia a terra escura respirando sob o vazio. De seu primeiro pulso nasceu o Núcleo: uma semente mineral de luz antiga. Cada floresta, criatura e estação ainda recebe dele uma parcela de memória.
Para que o poder não pertencesse a ninguém, Selvaterra fez nascer os Guardiões. Não são reis nem deuses: são pactos com forma. Alguns caminham como árvores; outros veem o mundo por olhos de fera e conhecem o idioma das raízes.
Nas camadas onde a luz não chega, algo aprendeu a apagar. A Ferrugem Branca não queima nem devora — ela faz esquecer. Onde passa, sementes germinam sem propósito e os caminhos deixam de reconhecer quem os percorre.
Os jogadores são Vinculados: pessoas capazes de tocar uma carta e ouvir sua história antes que ela se perca. Em cada partida, alianças e sacrifícios decidem qual futuro o ecossistema conseguirá sustentar.
As cartas não são unidades isoladas. São lembranças vivas que, reunidas, desenham uma floresta capaz de responder, resistir e florescer.
Brotos ocupam espaço, flores anunciam possibilidades e árvores transformam tempo em presença. São a arquitetura viva que sustenta tudo ao redor.
Abelhas, borboletas e visitantes fazem a floresta circular. Levam o futuro de flor em flor e tornam encontros próximos em abundância.
Sob folhas e troncos caídos existe uma rede que tudo conecta. O micélio devolve o que parece perdido e faz da passagem uma nova fonte de vida.
Eles dão ritmo à mata: dispersam sementes, escavam caminhos, protegem território e respondem ao ambiente que você construiu.
Chuva, seca, aurora ou uma mudança no sub-bosque. Eventos atravessam espécies e revelam a capacidade de adaptação de todo o ecossistema.
Frutos são o resultado visível de um ciclo bem cuidado: alimentam visitantes, carregam sementes e deixam uma chance de recomeçar.
Flores e visitantes se encontram; a floresta aprende a se multiplicar.
O que está conectado por baixo sustenta tudo o que cresce por cima.
Nada desaparece: a matéria retorna à terra e se torna começo.
Depois da ruptura, a vida encontra uma forma de voltar.
A maior força de Selvaterra é a colaboração entre diferenças.
Todo deck é uma comunidade com um lugar no mundo, uma resposta à Ferrugem Branca e uma maneira própria de proteger o que ainda vive.
Os Guardiões da Aurora cultivam espécies que despertam sob o primeiro calor do dia. Quando uma névoa fria ameaça apagar a estação, cada raio aproveitado se torna força para fazer o jardim florescer antes que a sombra avance.
Mensageiras aladas cruzam corredores de pétalas levando o futuro de uma planta a outra. Para impedir que a rede viva se rompa, flores e visitantes precisam manter o fluxo que multiplica a vida pelo território.
Os Pomareiros guardam frutos que concentram meses de cuidado em uma única colheita. Com invasores rondando os pomares maduros, transformam crescimento paciente em recompensas antes do saque.
Cada muda é medida, nutrida e empurrada além do ritmo comum da floresta. O solo se esgota depressa: é preciso estabelecer presença antes que o adversário consiga impedir o florescer.
Os Custódios do Broto recolhem grãos adormecidos de eras passadas. A ameaça não é a falta de vida, mas o tempo: novas possibilidades precisam despertar antes que o brejo seja tomado.
Os Anciões escutam raízes que registraram todas as estações de Selvaterra. Uma presença estranha tenta cortar essa memória, e cada grande árvore chamada ao campo reforça o vínculo com a mata que a sustenta.
Sob pedras vermelhas, raízes são tecidas como pontes entre reservas ocultas de vida. Quando a superfície se torna hostil, as conexões profundas tornam difícil arrancar o que já encontrou sustento.
As Tecelãs de Cipó sobem por muralhas, galhos e criaturas maiores. Contra quem tenta bloquear seus caminhos, elas lembram: uma vinha nunca cresce sozinha; cada apoio abre outro rumo.
A Colônia cresce sem ser vista, unida por um instinto que não admite desertores. Quando a mata é ameaçada, cada criatura chamada reforça o enxame — e o inimigo descobre tarde demais que estava cercado desde o primeiro passo.
Nada que morre é desperdiçado nos viveiros da facção. Restos de batalhas alimentam experimentos e transformam perda em matéria-prima, matéria-prima em uma resposta inevitável.
Filamentos transportam memória, alimento e alarme entre aliados. A tensão não está no cogumelo que se vê, mas no que desperta quando a rede inteira decide sustentar uma única ofensiva.
A facção não conquista território pela força: deixa suas criações se alojarem onde dói mais. Cada hospedeiro vira um dilema, pois tentar preservar recursos pode alimentar ainda mais a infestação.
Imóveis e belas demais para parecerem perigosas, as plantas aguardam na borda da mata. Quem avança aprende que atacar, permanecer ou vacilar pode ativar a armadilha certa.
Venenos pacientes são cultivados e medidos como promessas. Seus inimigos raramente caem de uma vez: enfraquecem sob pressão contínua, até perceberem que a contaminação já decidiu a batalha.
Cactos e agaves sustentam a linha enquanto espinhos devolvem a violência ao invasor. A facção não busca vencer depressa: torna cada ataque caro demais até que a pressão inimiga se torne um erro.
Curandeiros de casca, musgo e aloe disputam cada palmo contra uma terra que insiste em ferir de novo. Sua resistência não é uma muralha imóvel: é uma linha que se recompõe e transforma desgaste em vantagem.
A Colônia não aposta em um único herói, mas no instante em que muitos corpos agem como uma vontade só. É preciso ocupar o campo antes que uma grande ameaça os disperse — e então cada invocação fortalece a pressão coletiva.
Raízes, flores, fungos e insetos fazem pequenos pactos onde nenhuma família basta a si mesma. O desafio é manter essas pontes vivas: da diferença entre vizinhos nascem os híbridos e o equilíbrio.
A Ferrugem Branca não destrói a vida — ela faz a própria terra esquecer como viver. É por isso que cada ecossistema precisa do outro.