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CRÔNICAS DE SELVATERRA

Toda carta
nasce de uma história.

Há uma memória em cada raiz, um pacto em cada asa e uma escolha por trás de toda vida convocada ao campo.

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O NÚCLEOA MEMÓRIA QUE PULSA
01 / A ORIGEM

O mundo não foi
criado pronto.

Selvaterra nasceu como uma possibilidade. O Núcleo não moldou um reino: ofereceu ciclos, encontros e memória para que a vida decidisse o que viria a ser.

  1. I

    O Coração sob as raízes

    Antes de existir trilha, rio ou nome, havia a terra escura respirando sob o vazio. De seu primeiro pulso nasceu o Núcleo: uma semente mineral de luz antiga. Cada floresta, criatura e estação ainda recebe dele uma parcela de memória.

  2. II

    O pacto dos Guardiões

    Para que o poder não pertencesse a ninguém, Selvaterra fez nascer os Guardiões. Não são reis nem deuses: são pactos com forma. Alguns caminham como árvores; outros veem o mundo por olhos de fera e conhecem o idioma das raízes.

  3. III

    A Ferrugem Branca

    Nas camadas onde a luz não chega, algo aprendeu a apagar. A Ferrugem Branca não queima nem devora — ela faz esquecer. Onde passa, sementes germinam sem propósito e os caminhos deixam de reconhecer quem os percorre.

02 / OS VINCULADOS

Você não comanda a mata.
Você a escuta.

Os jogadores são Vinculados: pessoas capazes de tocar uma carta e ouvir sua história antes que ela se perca. Em cada partida, alianças e sacrifícios decidem qual futuro o ecossistema conseguirá sustentar.

“Poder não é dominar a natureza. É aprender a fazer parte dela.”
03 / CARTAS VIVAS

Cada espécie conta
uma parte do ciclo.

As cartas não são unidades isoladas. São lembranças vivas que, reunidas, desenham uma floresta capaz de responder, resistir e florescer.

O corpo da floresta

Plantas & Árvores

Brotos ocupam espaço, flores anunciam possibilidades e árvores transformam tempo em presença. São a arquitetura viva que sustenta tudo ao redor.

CONEXÕESRaízesRegeneração
Os mensageiros do florescer

Insetos & Polinizadores

Abelhas, borboletas e visitantes fazem a floresta circular. Levam o futuro de flor em flor e tornam encontros próximos em abundância.

CONEXÕESPolinizaçãoSimbiose
A inteligência sob a terra

Fungos & Micélio

Sob folhas e troncos caídos existe uma rede que tudo conecta. O micélio devolve o que parece perdido e faz da passagem uma nova fonte de vida.

CONEXÕESDecomposiçãoSimbiose
Os habitantes e guardiões

Animais

Eles dão ritmo à mata: dispersam sementes, escavam caminhos, protegem território e respondem ao ambiente que você construiu.

CONEXÕESRaízesSimbiose
As estações que mudam tudo

Eventos

Chuva, seca, aurora ou uma mudança no sub-bosque. Eventos atravessam espécies e revelam a capacidade de adaptação de todo o ecossistema.

CONEXÕESRegeneraçãoDecomposição
A promessa que permanece

Frutos

Frutos são o resultado visível de um ciclo bem cuidado: alimentam visitantes, carregam sementes e deixam uma chance de recomeçar.

CONEXÕESPolinizaçãoRegeneração
04 / AS CINCO FORÇAS

Quando uma carta encontra outra,
o mundo responde.

01

Polinização

Flores e visitantes se encontram; a floresta aprende a se multiplicar.

02

Raízes

O que está conectado por baixo sustenta tudo o que cresce por cima.

03

Decomposição

Nada desaparece: a matéria retorna à terra e se torna começo.

04

Regeneração

Depois da ruptura, a vida encontra uma forma de voltar.

05

Simbiose

A maior força de Selvaterra é a colaboração entre diferenças.

05 / ATLAS DOS BARALHOS

Dezoito caminhos.
Uma floresta inteira.

Todo deck é uma comunidade com um lugar no mundo, uma resposta à Ferrugem Branca e uma maneira própria de proteger o que ainda vive.

CULTIVO E MEMÓRIA
#01
Clareiras douradas

Jardim Solar

Os Guardiões da Aurora cultivam espécies que despertam sob o primeiro calor do dia. Quando uma névoa fria ameaça apagar a estação, cada raio aproveitado se torna força para fazer o jardim florescer antes que a sombra avance.

#02
Estufas do Povo das Asas

Laboratório de Polinização

Mensageiras aladas cruzam corredores de pétalas levando o futuro de uma planta a outra. Para impedir que a rede viva se rompa, flores e visitantes precisam manter o fluxo que multiplica a vida pelo território.

#03
Pomares do Rio Âmbar

Laboratório de Frutificação

Os Pomareiros guardam frutos que concentram meses de cuidado em uma única colheita. Com invasores rondando os pomares maduros, transformam crescimento paciente em recompensas antes do saque.

#04
Cúpulas dos Botânicos

Laboratório de Crescimento

Cada muda é medida, nutrida e empurrada além do ritmo comum da floresta. O solo se esgota depressa: é preciso estabelecer presença antes que o adversário consiga impedir o florescer.

#05
Brejo de Sementes

Laboratório de Germinação

Os Custódios do Broto recolhem grãos adormecidos de eras passadas. A ameaça não é a falta de vida, mas o tempo: novas possibilidades precisam despertar antes que o brejo seja tomado.

#06
Cerne da mata antiga

Laboratório da Floresta Ancestral

Os Anciões escutam raízes que registraram todas as estações de Selvaterra. Uma presença estranha tenta cortar essa memória, e cada grande árvore chamada ao campo reforça o vínculo com a mata que a sustenta.

#07
Vale Profundo

Laboratório de Raízes

Sob pedras vermelhas, raízes são tecidas como pontes entre reservas ocultas de vida. Quando a superfície se torna hostil, as conexões profundas tornam difícil arrancar o que já encontrou sustento.

#08
Ruínas de Muraviva

Laboratório de Trepadeiras

As Tecelãs de Cipó sobem por muralhas, galhos e criaturas maiores. Contra quem tenta bloquear seus caminhos, elas lembram: uma vinha nunca cresce sozinha; cada apoio abre outro rumo.

O SUBSOLO RESPONDE
#09
Fendas sob as raízes

Colônia Sombria

A Colônia cresce sem ser vista, unida por um instinto que não admite desertores. Quando a mata é ameaçada, cada criatura chamada reforça o enxame — e o inimigo descobre tarde demais que estava cercado desde o primeiro passo.

#10
Pântano dos Decompositores

Laboratório de Decomposição

Nada que morre é desperdiçado nos viveiros da facção. Restos de batalhas alimentam experimentos e transformam perda em matéria-prima, matéria-prima em uma resposta inevitável.

#11
A rede sob Selvaterra

Laboratório de Micélio

Filamentos transportam memória, alimento e alarme entre aliados. A tensão não está no cogumelo que se vê, mas no que desperta quando a rede inteira decide sustentar uma única ofensiva.

#12
Jardins dos hospedeiros

Laboratório de Parasitismo

A facção não conquista território pela força: deixa suas criações se alojarem onde dói mais. Cada hospedeiro vira um dilema, pois tentar preservar recursos pode alimentar ainda mais a infestação.

#13
Clareira proibida

Laboratório de Plantas Carnívoras

Imóveis e belas demais para parecerem perigosas, as plantas aguardam na borda da mata. Quem avança aprende que atacar, permanecer ou vacilar pode ativar a armadilha certa.

#14
Charcos verde-azulados

Laboratório de Toxicidade

Venenos pacientes são cultivados e medidos como promessas. Seus inimigos raramente caem de uma vez: enfraquecem sob pressão contínua, até perceberem que a contaminação já decidiu a batalha.

ADAPTAÇÃO E ALIANÇA
#15
Ermo de pedra

Laboratório do Deserto

Cactos e agaves sustentam a linha enquanto espinhos devolvem a violência ao invasor. A facção não busca vencer depressa: torna cada ataque caro demais até que a pressão inimiga se torne um erro.

#16
Baixios de seiva

Laboratório de Regeneração

Curandeiros de casca, musgo e aloe disputam cada palmo contra uma terra que insiste em ferir de novo. Sua resistência não é uma muralha imóvel: é uma linha que se recompõe e transforma desgaste em vantagem.

#17
Ninhos e galerias

Laboratório de Enxame

A Colônia não aposta em um único herói, mas no instante em que muitos corpos agem como uma vontade só. É preciso ocupar o campo antes que uma grande ameaça os disperse — e então cada invocação fortalece a pressão coletiva.

#18
Fronteira dos ecossistemas

Laboratório de Simbiose

Raízes, flores, fungos e insetos fazem pequenos pactos onde nenhuma família basta a si mesma. O desafio é manter essas pontes vivas: da diferença entre vizinhos nascem os híbridos e o equilíbrio.

A Ferrugem Branca não destrói a vida — ela faz a própria terra esquecer como viver. É por isso que cada ecossistema precisa do outro.

A CRÔNICA CONTINUA NA MESA

Que ecossistema
você fará florescer?

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